(...) Tem este autor publicado vários livros e enchido ou bem ou mal centenas de quilômetros de colunas de jornal e revista, porém sua única obra sincera e sentida é esse caderninho azu(...)Procura-se um caderninho azul escrito a lápis e tinta e sangue, suor, lágrimas(..). Procura-se, e talvez não se queira achar, um caderninho azul com um passado cinzento e confuso de um homem triste e vulgar… Procura-se, e talvez não se queira achar.
Rubem Braga. Outubro, 1948.